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Abre-se o caminho ao andar
Carismático e de uma fortaleza admirável, João Paulo II deixou sua marca em cada canto do planeta por onde passou. Era fã de esporte e amante da literatura e teatro. Sua vida foi cercada pela dor e adversidades. Era um incansável pregador da paz.
João Paulo II comprovou com seu próprio esforço, firmeza e coragem que “abre-se caminho ao andar”. Em cada lugar por onde passou deixou seu rastro, seu selo e sua mensagem. Foi o papa que quilômetros percorreu durante seu pontificado. Viajou pelo mundo todo “sem temor ao cansaço”, disse o cardeal Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
A vida de Karol Wojtyla, como foi batizado por seus pais, foi assinalada por sofrimento, sacrifício e adversidades que soube vencer e modelar assim sua personalidade.
Não pôs limites e desafiou até o seu próprio estado físico. Seu interesse por viajar, segundo recorda, era para “conhecer mais sobre a situação interna” dos povos e sua gente. Pisou em solo cubano, durante a presidência de Fidel Castro. Não deixou de visitar nenhum lugar, inclusive, foi o único a entrar em uma igreja luterana, uma sinagoga judia, uma mesquita e até falou em uma assembléia islâmica.
Como disse o poeta “caminhante não há caminhos, abre-se caminho ao andar” e foi assim que João Paulo II, fez caminhos nos 1.170.000 quilômetros que percorreu. Em suas 102 viagens visitou 131 nações.
É enigmática a fortaleza que teve Karol Wojtyla para sobrepor-se a tantas desgraças que cercaram sua vida, tanto quando ainda criança, quanto em sua juventude, mas de acordo com aqueles mais próximos a ele, seu otimismo o levou a superar qualquer obstáculo.
Pouco antes de ordenar-se como sacerdote, segundo contou uma mulher vários anos depois, quando era apenas uma menina de 13 anos, João Paulo II salvou a sua vida. Em um relato impressionante, ela contou que sobreviveu a um campo de concetração graças a Karol Wojtyla, que carregou a menina em seus braços e caminhou quatro quilômetros sobre a neve para que ela pudesse pegar um trem que a levaria a um destino seguro. Esta história ficou conhecida muitos anos depois, quando essa pequena menina judia, já era uma mulher adulta.
Este feito como tantos outros descrevem por si só a vocação, dedicação e humildade que João Paulo II colocava em tudo que fazia.
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